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O novo consultório

SET/2020

Por Dr. Tarcyo Bonfim

 

Vivenciando as novas possibilidades trazidas pela telemedicina, reflexões surgem. Será que os profissionais de saúde ainda terão, no futuro, salas comerciais para o exercício da sua prática profissional? Quando e para quais condições de saúde o exame físico do paciente será dispensável? O que se gera de valor ao paciente, ao profissional de saúde, a medicina, a sociedade e ao meio ambiente quando a maioria das especialidades médicas migrarem para a teleconsulta?

Imaginem a situação onde o paciente necessita de uma consulta médica por motivo de ter acordado às 2h da madrugada com febre. Ele pega seu aparelho de celular, abre o aplicativo do seu serviço de saúde de preferência e com um click requisita uma consulta médica. Aguarda no sofá da sua casa, hidratando-se com uma bebida de sua preferência, onde um robô do aplicativo (chatbot) busca informações iniciais de saúde para facilitar o atendimento e para lhe passar orientações assertivas que podem amenizar sua dor ou desconforto, enquanto aguarda o profissional.

Em menos de 10min o paciente recebe um chamado do médico que irá lhe atender. Este, na residência dele, já possui todo o histórico de saúde do cliente. O médico, adequadamente treinado em empatia e em medicina baseada em evidência, após análise das perguntas iniciais respondidas no chatbot, faz outras perguntas assertivas para chegar a um diagnóstico. O mesmo questiona se o paciente possui o kit ihealth que já vem em alguns aparelhos de celular. Este responde que sim.

Com esse kit em mãos o médico solicita que ele passe o transdutor ultrassonográfico em todo o seu abdômen e tórax. Em poucos minutos o médico já tem informações precisas de como está o apêndice, a vesícula biliar, o coração, a pleura, os rins e os ureteres. Como o celular do paciente é equipado com uma câmera e microfones sensoriais, já foi possível captar dados a respeito da sua pressão arterial, batimentos cardíacos, temperatura e saturação de oxigênio.

Todas essas informações já estão indo para o prontuário eletrônico que através de um sistema de inteligência artificial sugere ao médico as principais hipóteses diagnósticas. Com o seu saber, o médico escolhe o diagnóstico mais provável e já prescreve e solicita exames laboratoriais que servirão de seguimento e complementação diagnóstica. Sem necessidade de motoboy e papel, instantaneamente a receita e o pedido de exame já estão disponíveis no celular do paciente.

O cliente, então, entra em contato com a farmácia mais próxima, também através de aplicativo, e recebe em 7 min seus medicamentos pela janela através de um drone. Com uma pequena lanceta que veio na sua compra da farmácia, coleta uma gota de sangue e a coloca no transdutor do kit ihealth e em poucos minutos seu hemograma e bioquímica sanguínea já estão disponíveis ao médico. Como os resultados do exame não mudaram a conduta do médico, não foi necessário novo contato de imediato.

Se você leu essa história e acha que isso é algo surreal, ou para um futuro bem distante, informo que estamos mais próximos desta realidade do que podemos imaginar. Todas as tecnologias presentes nesta história já estão disponíveis e essa jornada do paciente já vem sendo estudada por diversos serviços de saúde. É notório o que essas tecnologias agregam de valor ao cuidado em saúde e a sociedade. Papeis não foram gastos, nem combustível e nem tempo de deslocamento. E nem motociclistas foram mortos no trânsito. A percepção de valor do usuário é clara, a solução de saúde chega mais rapidamente e com mais assertividade.

Com essa realidade, onde fica o consultório do futuro? O consultório do futuro, ou melhor o novo consultório, pois ele já está presente e em constante evolução é a nossa casa, o nosso lar. A teleconsulta é apenas uma das portas deste novo consultório, porta que se abre para que o cuidado em saúde esteja mais presente onde as pessoas estão. Estejamos todos se preparando para essa nova realidade com mente aberta ao novo e buscando ser atores da geração de valor.

Mas a história continua. Como nem tudo são flores, o antibiótico oral prescrito ao paciente imaginário não foi capaz de conter a infecção e este teve que contratar, pelo mesmo aplicativo inicial, o serviço de atenção domiciliar para a aplicação de um antibiótico de amplo espectro por via endovenosa. Após 14 dias de internação domiciliar, o paciente recebeu alta da Assiste Vida com seu problema resolvido.





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